«The Moon, The Hermit, The High Priestess. No, no. I'm sorry, but I do not see the Hanged Man. It's gone.»
taxa de sobrevivência dos ideais neste blog:

terminada a experiência neste laboratório, e após publicação de diversos artigos nas mais exigentes revistas científicas (abstracts aqui, aqui, aqui e aqui), concluiu-se pela exoneração de Isadora Duncan do cargo de epigrafista do presente blog. temendo, contudo, reacções adversas, sugere-se a medicação receitada por um blogger vizinho, a ingerir até desaparecerem os sintomas de rejeição.
estando eu em arrumações...
Dear Editor,
Please don’t call me a black artist.
Please don’t call me a black philosopher.
Please don’t call me an African American artist.
Please don’t call me an African American philosopher.
Please don’t call me a woman artist.
Please don’t call me a woman philosopher.
Please don’t call me a female artist.
Please don’t call me a female philosopher.
Please don’t call me a black woman artist.
Please don’t call me a black woman philosopher.
Please don’t call me an African American woman artist.
Please don’t call me an African American woman philosopher.
Please don’t call me a black female artist.
Please don’t call me a black female philosopher.
Please don’t call me an African American female artist.
Please don’t call me an African American female philosopher.
Please don’t call me a female black artist.
Please don’t call me a female black philosopher.
Please don’t call me a female African American artist.
Please don’t call me a female African American philosopher.
Please don’t call me an artist who happens to be black.
Please don’t call me a philosopher who happens to be black.
Please don’t call me an artist who happens to be African American.
Please don’t call me a philosopher who happens to be African American.
[…].
Dear Editor,
I hope you will bring to my attention any permutations I have overlooked.
I write to inform you that I have earned the right to be called an artist.
I have earned the right to be called a philosopher.
I have earned the right to be called an artist and philosopher.
I have earned the right to be called a philosopher and artist.
I have earned the right to call myself anything I like.
Thank you in advance for your consideration.
Adrian Piper, 1 January 2003
ontem, às 21:30
n'o bando (com o patrocínio do h., na companhia da c. - e do d., em modo «silêncio que se vai fumar»), a encenação technicolor da Odisseia homérica em European Odyssey, a contrastar com as leituras cinzentonas da praxe. a guardar na memória a longo prazo uma das mais belas definições de amor: «to love is to make one smile from the inside out.»
(d., só podia responder às duas deixas finais daquela forma. em silêncio.)palavra para hoje: «estúpido»
do Lat. stupidu. admirado; adj. e s. m., falto de inteligência, de juízo ou discernimento; que está sob a impressão de estupor; atónito; entorpecido, insensível.
(repitam comigo: es-tú-pi-do.)
Then Satan answered the Lord, and said:
Now there was a day when the sons of God came to present themselves before the Lord, and Satan came also among them. And the Lord said unto Satan, Whence comest thou? Then Satan answered the Lord, and said, From going to and fro in the earth, and from walking up and down in it.
Ora, chegado o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. O Senhor perguntou a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, dizendo: De rodear a terra, e de passear por ela.
de um e-mail de um leitor nosso
«Caro Nuno Q.,
Não me recordo como cheguei ao seu blog, mas estou certo de o ler desde o início, ou mesmo antes, como se o acender das lâmpadas no primeiro post tivesse despertado uma sensação qualquer de reconhecimento cibernético. [...].
Nunca comentei no seu blog; confesso-me um pouco reservado e tímido nas relações que mantenho com os outros, sobretudo quando têm uma existência meramente virtual. [...]. Contudo, o seu último post deu-me o golpe de asa de que precisava para resolver enviar-lhe esta missiva.
[...].
A propósito, boa ideia a de, há uns tempos, ter finalmente colocado o mail lá em cima, como link do nome. Há coisas que não se escrevem em comentários públicos. [...].
Os nossos gostos literários são aterradoramente comuns, mas a paixão que ambos nutrimos por certo autor é ainda mais estranha. No seu último post, e cumprindo (finalmente!) a promessa feita há muitos posts atrás, debruçou-se sobre esse monstro literário chamado Henry James em termos fascinantes; não me recordo de ter visto essa porta da vertigem na história (aliás, uma expressão fantástica; é da sua lavra ou citou alguém?). Mas achei extraordinário - e é essa a razão que me leva a escrever estas linhas - que não se tenha preocupado em virar o espelho para si.
Procedamos então a esse exercício: pegue no post e releia-o. Não reconhece nada? Previa que não: esse excesso de produtividade bloguística deve ter-lhe toldado a visão e os restantes sentidos. Perceba de uma vez que essas quatro paredes brancas entre as quais passa as horas enfiado a escrever dezenas de posts todas as semanas (nunca entrei em sua casa, mas calculo que nem um posterzito tenha pendurado nessas paredes, home [sic]), não é vida. [...]. Feche os livros, arrume as botas de H. James bem arrumadinhas e desarrume essa vida de uma vez. (Reparou no número de vezes que escreveu «arrumadinho» no referido post? Fora psicólogo e teria muito a dizer relativamente a essa repetição.) Em suma: abra você a porta da vertigem e atire-se. Vai ver que o blog e os seus leitores não se queixam. [...].
[...].
Faça como nas passagens de nível: páre, olhe, escute. E avance. Vai ver que lá fora, no mundo real feito de outra matéria que não 0's e 1's, estará um comboio à sua espera para o levar para longe. Se não estiver, se encontrar a porta da vertigem errada e for trucidado pela locomotiva, levante-se, volte atrás e abra outra porta. Pregue o evangelho jamesiano: seja vivo no mundo dos vivos; de mortos está este mundo cheio. Deixe-se de patetices (perdoe-me a ousadia, mas os posts ambulantes nem deveriam ter saído da sua caixa de rascunhos) e vá viver um pouco. Passe o seu blog das palavras às acções.
Não se preocupe em responder. Aliás, prefiro que não o faça. Tomarei a liberdade de interpretar o seu silêncio como tendo optado por sair desse quarto. Espero ainda não ler nenhum post seu nos próximos tempos; quem tem coragem de enviar um mail dificilmente vacilará em enviar outro. Acredite: estarei atento.
Yours, truly,
Nuno Q.
[endereço de e-mail omitido]»
o prometido é devido
li pela primeira vez Henry James há cinco anos. recordo-me que frequentava o terceiro ano da licenciatura quando resolvi agarrar, por mero acaso, The Portrait of a Lady (1881). estava em época de exames - lembro-me de andar às voltas com o teatro isabelino e os poetas do barroco português - e de ali encontrar uma porta de fuga para o mundo oitocentista que tanto me fascina. resultado? entre amigas feministas que arrasavam Isabel Archer (a personagem central) à conta da decisão que fecha o livro, e colegas machões que arrumavam James muito arrumadinho na prateleira da literatura para mulheres, consegui escapar ileso. da porta de fuga à porta de entrada no mundo jamesiano foi um pulinho: actualmente, conto pelos dedos de uma mão os autores que conseguem sequer igualar a sua técnica narrativa ou as impressões (fortes, demasiado fortes) que a sua leitura me provoca. isto aplica-se sobretudo aos romances da fase final «The Old Pretender», pós-1897 (The Wings of the Dove, The Ambassadors, The Golden Bowl, publicados entre 1902 e 1904, são os centros nevrálgicos desse período), nos quais prevalece o exercício psicológico intricadíssimo (muitas vezes, obscuro) sobre qualquer possibilidade de intriga ou narração tradicionais (leia-se, lineares).
The Beast in the Jungle (1903) é um jogo de xadrez com apenas duas peças (não existem personagens secundárias nem figurantes), jogado até ao inesperado xeque-mate que o encerra. é a história de uma espera, da espera de John Marcher pela «catástrofe» que irá mudar o sentido da sua vida. e é ainda a história de May Bartram, com quem se encontra casualmente logo nos primeiros instantes e que resolve acompanhá-lo, como espectadora, nessa espera. os diálogos são James elevado à décima potência. parece revelar tudo numa única palavra e manter cada deixa no fio da navalha da linguagem - para, noventa páginas depois e no parágrafo de encerramento, fazer cair todas as peças/palavras nos lugares certos.
mas James não é um escritor arrumadinho - não para mim. lê-lo implica sempre desarrumar um pouco do meu universo para voltar a colocar tudo em sítios diferentes. com The Beast in the Jungle, não aprendi nada (não). contudo, aquilo que vi, com uma nitidez tornada mais arrepiante enquanto escrevo estas linhas, foi premonitório. passar pela vida sem decidir, olhá-la por uma única lente são atitudes de quem assume a própria vida como uma sucessão de derrotas contínuas. mas encontrar a porta da vertigem, aquela porta através da qual sempre olhámos mas nunca, em rigor, observámos - encontrá-la, dizia eu, e nem sequer a abrir é ser-se cadáver no mundo dos vivos.
e escrevi:
gosto destes fins de tarde amenos de agosto, a pouco e pouco mais frescos, e destes cacilheiros, desertos de passageiros, que me trazem de volta à outra margem outra. gosto desta energia imparável nas artérias, que me faz acreditar, todos os agostos, ano após ano, «agora é que é»: acabo a tese de mestrado, mudo de emprego - mudo - encontro-te numa lata vazia num passeio da capital (cego?). gosto sobretudo de me rebolar neste «gosto» e enrolá-lo na língua, tarde após tarde, com uma esperança (sempre gorada) que parece não querer acabar; uma pastilha elástica que, a trinta e um de dezembro e enquanto tomo balanço para o ano seguinte, terá já perdido todo o sabor.
primeiro dia de trabalho pós-férias...
... ou, como em pouco mais de meia dúzia de horitas, se foi a imaginação - e a diarreia verbal que caracterizou este blog no interlúdio estival.
ontem, às 21:30
depois do jantar dos 10% com o p. («ó fáxavóri, falta o acompanhamento!»), nada como uma sobremesa de qualidade: Millions, de Danny Boyle. ou como, no século XXI, ainda é possível realizar-se um filme genuinamente terno e honesto.
(nope, a canina Amélie não conta.)
a reter: Santa Clara de Assis, elevada a patrona da televisão, fumando um cigarro na casinha de cartão de Damian («I see dead saints»); e o Reino Unido em plena fase de adesão ao Euro (este sim, o pormenor completamente delirante da intriga).
talvez - mas só talvez - um dos filmes do ano.
29.
You who think I find words for everything
this is enough for now
cut it short.......cut loose from my words
You for whom I write this
in the night hours when the wrecked cartilage
sifts round the mystical jointure of the bones
when the insect of detritus crawls
from shoulder to elbow to wristbone
remember:.......the body's pain and the pain on the streets
are not the same.......but you can learn
from the edges that blur.......O you who love clear edges
more than anything.......watch the edges that blur
post ambulante #3
[caneta Staedtler Permanent Lumocolor S (preta) sobre antebraço do nuno. «és uma faca cravada na minha vida secreta», verso do poema «(a carta da paixão)» de herberto hélder, incluso no livro Photomatox & Vox e citado de memória, quarto do nuno, montijo: 12:31 do dia 21 de agosto de 2005. cansado, respiração ofegante.]
durante dez horas em Lisboa, com estes versos em loop na cabeça
...................................... às vezes ainda
te espero como te esperava quando chegavas
com o uniforme lindo da tua inocência. há muito
tempo que te espero. há muito tempo que não vens.

(e dizia eu que não havia coisas boas n'A Ilha. má-língua, é o que é.)
ontem, às 22:00

com o meu actual estado de espírito urbano-depressivo, resolvi ontem à noite assistir ao primeiro filme realizado por Michael Bay sem a mãozinha de Jerry Bruckheimer. entrei na sala numa espécie de tira-teimas: seria, afinal, Bay um génio afastado do seu caminho pelo espectáculo (leia-se «financiamento») de Bruckheimer? ter no curriculum vitae pessegadas como Armageddon ou The Rock deveria ser garantia de despedimento sumário, mas confesso que o par de protagonistas me inspirou alguma confiança.
primeiro as boas notícias. basta este filme para eliminar quaisquer dúvidas: Michael Bay tem mesmo o toque de Midas. as más notícias? The Island não é assim tão mau. é pior ainda.
o melhor que poderemos dizer deste desperdício de película é que, nos primeiros quarenta minutos, aguenta-se mais ou menos bem. claro que a premissa que sustenta o filme é um decalque de Never Let Me Go, o último romance de Kazuo Ishiguro, ao qual se junta o ambiente concentracionário e anestesiado de Aldous Huxley (Brave New World) e uns pozinhos de Philip K. Dick (The Simulacra). mas dizer que a primeira parte, ainda que coxa, é interessante não é necessariamente um elogio; afinal, comprei um bilhete para ver um único filme, mas não duas metades. ou seja, Bay atira ao lixo todas as implicações bio-éticas da história para, na segunda parte, se transformar num realizador com o cio: perseguições infindáveis, movimentos de câmara histéricos, muitas quedas e explosões para disfarçar a evidente falta de ideias. claro que, tecnicamente, é tudo muito bem conseguido; pena que, enquanto metia prego a fundo na acção, Bay se tenha esquecido da trama ao quilómetro quarenta e cinco. ainda assim, no intervalo das explosões, podemos deliciar-nos com os diálogos calibrados a gás hilariante. palmas, pois, para McGregor e Johansson, que conseguem soletrar a prosa «bayana» sem esboçar um único sorriso («There is an island: it's us», dita por Jordan Two Delta no intervalo do momento sexual típico de obras deste género, merece o prémio de frase pirosa do filme). concluindo - e porque muito haveria para escrever sobre uma obra deste calibre: de boas intenções está o inferno dos maus filmes cheio. The Island não é um filme: é um erro com a duração de 140 minutos.
sociedade civil, my ass.
O Papa foi ao Reno encontrar-se com jovens da Cristandade middle-class. Nada a opor. Parece que só de Portugal foram cinco mil. Cobertura mediática exaustiva. Alguém organizou (escolas, paróquias, etc.), os papás pagaram. Os papás que podem pagar religião com griffe. A isto se chama sociedade civil. A criançada deve ter-se divertido bué. Ir ver o Papa é como ir ver os U2. Abençoados. Entrevistada, uma rapariga com dentes verdes e accent de Viseu diz que tem de haver mais encontros assim, porque com a legalização dos casamentos de homossexuais a Europa corre o risco de soçobrar. Se calhar é preciso patrocinar partouses nas matas para fazer ver ao rapazio as vantagens do sexo hetero. Mas o ponto não é esse. O ponto é que aquela juventude é maioritariamente loura. A quota alemã a gente percebe. Mas do lado português parece-me excessivo. Nenhuma paróquia portuguesa se lembrou de mandar meia-dúzia de negros? Ou será que também há ecumenismo ariano? (o formidável Eduardo Pitta no da literatura.)
foi preciso chegar aos vinte e cinco anos para me apetecer escrever um post de adolescente «kiduxo» e pseudo-revoltado com o mundo.
viagem fantástica ao centro do mundo
este ano, a m. foi passar férias a Madrid; voltou na segunda-feira. para não quebrarem a tradição, a c. e o l. embarcaram num inter-rail com paragens na França, Alemanha e Holanda; regressaram no domingo. por condicionantes (financeiras, entre outras), passei o mês de Agosto na Blogolândia; há quem diga que de lá não voltei.
erratas, adendas e esclarecimentos
1. onde se lê «with no lies attached» deverá ler-se «with honesty attached».
2. a esta confissão dever-se-ia rascunhar, imediatamente por baixo e entre parêntesis: «Some other times I openly pretend to be myself when I'm actually being someone else».
3. nos estudos literários discute-se (ainda) com muita pompa e nenhuma circunstância a morte do autor. essa ideia peregrina fica lá fora; aqui, le blog, c'est moi.
4. os pontos 2 e 3 não são mutuamente exclusivos.
post ambulante #2
[caneta Pilot BPS - GP B (azul) sobre STICK Removable Self-Adhesive Notes 7,5 X 7,5 cms cor verde. declaração sem destinatário (destinatário difuso?), quarto do nuno, montijo: 19:47 do dia 18 de agosto de 2005. em silêncio.]
post ambulante #1
nuno's status #3
If you'd like to reach me, leave me alone
{ «A Change Would Do You Good» (1998) Sheryl Crow }
melómanos anónimos
andava a ouvir incessantemente o mesmo cd há dois meses (e estou a pecar por defeito). agora que o deixei esquecido no carro de uma «certa e determinada» pessoa, sinto-me a ressacar.
aprendendo com o Padre António Vieira (outro santo no altar deste blog)
Que julgue o homem as obras que vê, que julgue as palavras que ouve, seja embora; mas que queira julgar os pensamentos onde não chega com algum sentido do corpo, nem com alguma potência da alma! Esta é uma das mais graves razões, por que o juízo dos homens é mais para temer que o juízo de Deus: Deus julga os pensamentos, mas conhece-os, o homem não pode conhecer pensamentos, e julga-os.
ontem, às 21:30

ontem, depois de sintra e do restaurante japonês de quinta categoria, ida ao cinema com o p. e o h. à nave-mãe dos centros comerciais portugueses (a.k.a. freeport). por onde começar? lembro-me de rir que nem um perdido com as deixas e trejeitos do Willy Wonka (Johnny Depp em modo psicótico), do ar de fábula infantil virada do avesso, dos momentos «musical esquizofrénico» dos oompa-loompas. macabro, excessivo e delirante - e o regresso em força de Tim Burton, perdido em argumentos mais ou menos fracos desde Sleepy Hollow. assim, de repente, um dos filmes de 2005.
(o filme bateu-me com tanta força que, de tanto cantarolar na minha rádio mental a música do Willy Wonka, já descarreguei a banda sonora do Danny Elfman. prevêem-se momentos de puro delírio musical neste quarto nos próximos dias.)
quod erat demonstrandum

tell me why i don't like sundays

Or stay right here and save myself some trouble
Or try to keep myself from seeing double
Or I could make a killing
Or I could make a killing
Oh I could make a killing
Yeah I could make a killing
I could make a killing
{ "You Could Make a Killing" (1995) Aimee Mann }
movies of myself
sétima declinação
do intelectual ao pornográfico num pulinho {e menos um em draft}
notturno o mattutino {ou um post resgatado dos drafts}
(não, não era a ti, não: a ele. questão encerrada. esta Via Veneto subo-a eu.)
i'm still jane jones

Larry throws down a note.
Alice: Thank you. My name is Jane.
Larry: No, not that, your real name.
Larry throws down another note.
Alice: Thank you. My name is Jane.
Larry: Your real name! Tell me your real name! I know your name is Alice!
Larry throws down the rest of his money.
Alice: Thank you. My real name is regular, old, plain Jane.
sexta declinação {um passo atrás e revelação}
- claro. toda a diferença do mundo. a diferença entre continuar aqui ou desaparecer da tua vida.
- então, não. não te amo, não.
vida de pechisbeque

alguém anotou a matrícula do livro?
nuno's status #2

muita foda, pouco cinema
e não vamos perder mais tempo com isto. filmar um prato de jaquinzinhos com arroz de grelos (no pun intended) seria mais excitante que esta pornochachada tão subtil como um elefante numa loja de porcelanas (69 minutos? please, shave my legs and call me granpa). adiante.
é oficialmente declarada a abertura da silly season neste blog
Advanced Global Personality Test Results
|
Take Free Advanced Global Personality Test
personality tests by similarminds.com
it isn't? oh, geez.
da obsessão temática

Tori on «Caught a Lite Sneeze»: Honey, it means no fat, no butter. Lite. He was a lite sneeze, and not the flu. Guys would like to think they're the flu, but sometimes they're just a 'h'achoo'.
there's somethin' fishy goin' on...
segundo andamento (scherzo, ma non troppo)
GARDEN (no, no, no)
The apple on its bough is [her desire], -
Shining suspension, mimic of the sun.
The bough has caught [her breath] up, and [her voice],
Dumbly articulate in the slant and rise
Of branch on branch above her, blurs [her eyes].
{SHE} is prisoner of the tree and its green fingers.
And so {SHE} comes to dream herself the tree,
The wind possessing her, weaving [her young veins],
Holding her to the sky and its quick blue,
Drowning the fever of her hands INto sunlight.
{SHE} has no memory, nor fear, nor hope
Beyond the grass and shadows at [her feet].
lido por nuno q., 05 de agosto de 2005
primeiro andamento
GARDEN ABSTRACT
The apple on its bough is her desire, -
Shining suspension, mimic of the sun.
The bough has caught her breath up, and her voice,
Dumbly articulate in the slant and rise
Of branch on branch above her, blurs her eyes.
She is prisoner of the tree and its green fingers.
And so she comes to dream herself the tree,
The wind possessing her, weaving her young veins,
Holding her to the sky and its quick blue,
Drowning the fever of her hands to sunlight.
She has no memory, nor fear, nor hope
Beyond the grass and shadows at her feet.
escrito por Hart Crane, c. 1920.
foxy boys
mental note: escrever um capítulo até vinte e nove de agosto. e dia treze, minhas caras, cada um leva seis páginas seis a jantar lagosta. entre Hart Crane e T. S. Eliot (eu), Robert Creeley (a e.) e Flannery O'Connor (a s.), algum de nós há-de sobreviver. mentally handicapped, mas vivos.
(volto já. vou pôr o cérebro a demolhar.)
as if.
Buying the Whore
You are the roast beef I have purchased
and I stuff you with my very own onion.
You are a boat I have rented by the hour
and I steer you with my rage until you run aground.
You are a glass that I have paid to shatter
and I swallow the pieces down with my spit.
You are the grate I warm my trembling hands on,
searing the flesh until it’s nice and juicy.
You stink like my Mama under your bra
and I vomit into your hand like a jackpot
its cold hard quarters.
Anne Sexton






